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IGP POLÍCIA CIVIL e MP ANALISAM DANOS AMBIENTAIS NO RS
IGP/RS e Ministério Público com o apoio do Grupamento Aéreo da Polícia Civil realizaram, nessa segunda e terça-feira (05/06) operação conjunta para avaliar danos ambientais na Região das Missões, em torno dos municípios de São Borja e Maçambará. Desmatamento, plantio em áreas de preservação, arenização e plantio em áreas de preservação estão dentre as principais irregularidades constatadas in loco pela equipe que sobrevoou de helicóptero aquela região.
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A iniciativa do Ministério Público do RS é da promotora de Justiça Anelise Grehs,  coordenadora do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais do MP – NUCAM, com o apoio da colega Melissa Marchi Juchen, promotora de Justiça na cidade de São Borja. De parte do IGP/RS estiveram os peritos Raul Sinedino Pinheiro e Cristina Fadanelli acompanhados do perito Cleber Müller, ex-diretor geral do IGP, já aposentado, mas que presta assessoria ao MP na área pericial.

Confira as imagens registradas durante a operação e que servem para a análise minuciosa dos técnicos da Perícia Oficial do RS:
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O que é ARENIZAÇÃO?
A arenização consiste no processo de formação de bancos de areia no solo, em um fenômeno equivalente à desertificação, diferenciando-se desta por manifestar-se em áreas de clima úmido e relativamente chuvoso, além de ser comum em solos de composição previamente arenosa.
O processo de arenização é considerado um problema de ordem ambiental e também socioespacial, pois é responsável pela devastação de áreas de conservação e por tornar os solos voltados para a agropecuária inférteis. Com isso, suas causas e efeitos necessitam de exato e eficiente diagnóstico com vistas a evitar o seu prolongamento para outras áreas.
As principais causas da arenização dos solos são de origem antrópica, como a retirada da cobertura vegetal e atuação intensiva da agricultura ou pecuária em locais de solos com composição arenosa. Com isso, há um empobrecimento da camada superficial e uma maior exposição à lavagem causada pelo escoamento da água das chuvas (lixiviação), provocando o acúmulo de sedimentos em forma de areais.
Desse modo, para conter o avanço do processo de arenização, é preciso identificar as áreas cujos solos apresentam uma predisposição para essa ocorrência e fazer o uso comedido deles, tomando medidas para conter a erosão laminar. Essas medidas incluem a preservação da vegetação e a adoção de técnicas de cultivo especificamente voltadas para esse intuito, a exemplo das curvas de nível.
Por Me. Rodolfo Alves Pena

Produção – Ascom – DG – IGP/RS em 06/12/2017
Fotos- Equipe DC – AMB – colaboração perito Cleber Muller        
 
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